O ARTE NA PRAÇA realiza, neste sábado, 17 de junho, o penúltimo evento desta quinta fase do Projeto e a festa terá uma grande atração: o cantor LUCA RODRIGUIS, considerado a melhor voz de Brasília.

Luca, que tem como referência a estética musical nordestina, a partir de compositores como Belchior, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Zeca Baleiro… tem um repertório muito apropriado para esta

época do ano, em que todo mundo quer ouvir músicas que lembrem as festas de São João.

Aliás, o encerramento desta fase do ARTE NA PRAÇA será na noite de 24 de junho, Dia de São João, com uma grande festa junina, que contará com os artistas que participaram do Projeto, durante esta temporada; várias atrações ligadas às festas juninas, muito forró e a presença de autoridades locais, distritais e federais.

A diretoria da Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade, no entanto, já avisa que a sexta fase do ARTE NA PRAÇA vai começar, a partir da segunda quinzena de julho e vai até o final do ano, com grandes atrações musicais e diversas oficinas e palestras culturais e temáticas.

Mas a grande opção da noite do próximo sábado será o show de Luca Rodriguis, um cantor que tem uma legião de fãs pelo Brasil afora, já vendeu milhares de discos e está na estrada há mais de 30 anos, sempre atraindo enorme público às suas apresentações.

A festa na Praça das Artes, na Quadra 8 de Sobradinho, começa às 17h com o aulão de dança da professora Karol Thayná, vencedora do concurso Mercado Persa 2018, em São Paulo; e diretora do Espaço Cultural KT. 

Neste horário, a Praça de Alimentação já estará à disposição do público, que poderá apreciar as atividades no palco, a partir das barracas, que servem água, sucos, refrigerantes, sanduíches, caldos, peixes, acarajé, chopp artesanal e comidas diversas. A Feira de Artesanato, com roupas, utensílios domésticos, objetos para presentes, também é outra opção.

Às 18h, será a vez do DJ Hool Ramos entrar no ar, com seu Clube do Vinil, uma interessante oficina que transmite conhecimentos de estilos musicais; operação de equipamentos; técnicas de mixagem (básica e

avançada; e orientações para se iniciar no mercado de trabalho). Todas as oficinas são gratuitas.

LUCA RODRIGUIS

Luca Rodriguis é dono de uma voz privilegiada, de um repertório que há muito caiu no gosto de um enorme público e é considerado um dos artistas mais importantes do DF, à altura de grandes nomes da MPB, como Fagner, Zé Ramalho e Alceu Valença.

Ele participou de todas as fases do ARTE NA PRAÇA e seus shows sempre atraíram multidões à Praça das Artes. No próximo sábado, é esperado mais um recorde de público, já que o cantor é muito amado pelos sobradinhenses, que sempre vão aplaudi-lo onde ele estiver se apresentando.

O cantor mineiro/sobradinhense já teve momentos de grande impacto na sua carreira quando, em 2003, abriu, o show de Zé Ramalho, na Exposição Agropecuária de Brasília e foi aplaudido por uma multidão difícil de contar.

O mesmo ocorreu na abertura dos shows de Alceu Valença e Geraldo Azevedo, há alguns anos. Em 2021, ele teve outro momento importante, quando abriu o show do 14 Bis, na Feira das Flores e do Artesanato de Brasília, diante de outra multidão na Torre de TV.

O cantor também viveu momentos inesquecíveis, quando voltou à sua terra natal e foi ovacionado por mais de 30 mil pessoas, no Parque de Exposições de Unaí-MG.

E é assim por onde ele passa. Sua voz marcante parece hipnotizar as plateias. Luca, mesmo fora da grande mídia, já alcançou a impressionante vendagem de mais 30 mil cópias dos três primeiros CDs e do MP3 de sua carreira. Isso sem considerar o que foi baixado das plataformas digitais.

Em Unaí-MG, onde viveu até os 17 anos, seu primeiro contato com a música foi na folia de reis. Ele apreciava o toque das violas e batuque das caixas, da garupa do cavalo do pai, que, vendo interesse do filho pela música, o presenteou com um violão.

Ele não largou mais o instrumento e logo passou a dominar um repertório de bom gosto, que incluía a música Solidão, de Alceu Valença, a primeira que aprendeu no instrumento.

Luca mudou-se para Buritis, onde morou até 1993, transferindo-se para Uberlândia – a “Capital do Triângulo Mineiro” – onde passou a cantar na noite, ganhando minguados R$ 50,00.

Sobradinho – Seus pais e seus irmãos, nesta época, já moravam em Sobradinho e, quando ele veio visitá-los, um dos seus irmãos o apresentou ao Getúlio Carne de Sol. Ele deu uma canja e o pessoal da Feira Modelo se encantou com seu estilo.

Resultado: contrato imediato a R$ 200 por show, quatro vezes mais do que ganhava em Uberlândia.

Assim, Sobradinho ganhou um dos seus artistas mais queridos, que gravou em homenagem à cidade a canção do mesmo nome, de Sá, Rodrix e Guarabira, um tremendo sucesso nas noitadas locais.

Primeiro CD O maestro Alex Paz, proprietário do Estúdio América, logo ao ouvi-lo o convidou para gravar um CD, contendo 11 faixas. Entre elas a canção Espumas ao Vento, de Accioly Neto, que explodiu no Distrito Federal e arredores.

“Espumas ao Vento é a música da minha vida. Foi esta canção que me fez acreditar que eu tinha potencial e, até hoje, eu vejo a emoção do público quando eu a interpreto”, revela Luca.

Além de Espumas, este primeiro CD – denominado Luca Rodriguis ao Vivo – traz Romaria, de Renato Teixeira; Tocando em Frente, de Rento Teixeira/Almir Satler e La Belle de Jour, de Alceu Valença.

Clássicos da nossa MPB O trabalho, gravado sem maiores pretensões, segundo Luca, foi um

sucesso estrondoso e vende até hoje, tendo alcançado a marca de mais de 18 mil cópias.

Coisas de Brasília O segundo CD da carreira de Luca, lançado em 2003, traz a música Coisas de Brasília, do compositor sobradinhense, Marcos Vinicius, como carro-chefe.

O disco registra, também, alguns standards da MPB: Retrovisor, de Raimundo Fagner e Fausto Nilo; Sobradinho, de Sá, Rodrix e Guarabira; Preta Pretinha, de Luiz Galvão e Moraes Moreira; e Andança, de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi; entre outros.

“Este trabalho, ao contrário do primeiro CD só com voz e violão, é mais elaborado, com mais instrumentação e, partir dele, fiz vários shows em Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal”. Segundo Luca, Coisas de Brasília vendeu mais de cinco mil cópias.

Apesar, da vendagem modesta, este CD levou Luca a novos espaços, possibilitando que ele abrisse o show de Zé Ramalho, na agropecuária da Granja do Torto, em 2003, e lhe rendeu também a apresentação em Unaí, para um público de 30 mil pessoas, além de outras cidades do Noroeste de Minas.

Perfil Em 2008, Luca Rodriguis foi convidado pelo maestro Alex Paz, desta vez, para gravar o CD Perfil, no Stúdio América, com os principais destaques dos anteriores.

Neste trabalho, foi incluída a música Onde Deus possa me ouvir, do cantor e compositor mineiro Vander Lee, falecido precocemente em 2016, que alcançou tremendo sucesso na voz de Luca e, segundo o cantor, já vendeu acima de seis mil cópias.

Em seguida, veio o MP3 com todas as músicas de Luca Rodriguis, lançado em concorrido show-baile, no antigo Ginásio de Múltiplas Funções, em Planaltina.

O último disco de Luca Rodriguis, Amor e Narureza, está no mercado, há alguns anos, e tem a mesma característica dos dois primeiros. Mas ele está preparando, com uma produção requintada, o seu próximo álbum, com canções inéditas e autorais.

Luca Rodriguis, que chega a fazer até seis shows por semana, estará na Praça das Artes, na Quadra 8 de Sobradinho, neste sábado, acompanhado por Gean Carlos (baixo); Canidé (bateria) e Israel Colonna (sax).

Será uma ótima oportunidade para ouvir Chão de giz, a mais pedida em seus shows; Espumas ao Vento, a preferida do cantor e outros sucessosque permeiam os seus 30 anos de carreira. Vamos lá?

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Fonte: José Edmar/ASCOM Artise