Depois de quatro anos de um debate sem consenso na Câmara Legislativa, a nova legislatura está disposta a enfrentar a polêmica em torno da Lei do Silêncio. Parte dos distritais que tomarão posse no próximo dia 1º defende a retomada das discussões sobre a proposta. O projeto prevê a ampliação do limite permitido de decibéis, com a exigência de adequação de estabelecimentos. A medida é considerada vital por produtores culturais e empresários, sobretudo os dos setores de bares e restaurantes. Esse foi um dos temas de um encontro realizado ontem entre o futuro secretário de Cultura, Adão Cândido, e oito distritais eleitos, todos de primeiro mandato, além da deputada federal eleita Paula Belmonte, correligionária de Adão Cândido e organizadora da reunião.
Mobilização entre os novatos
Os futuros distritais novatos da Câmara Legislativa apresentaram suas preocupações com relação ao setor cultural. A garantia de realização do carnaval e a execução de uma política cultural que represente a diversidade estavam entre as demandas. Outro tema que entrou na pauta foram as emendas parlamentares para shows — um foco histórico de escândalos e desvios de recursos. A proposta da maioria dos distritais de primeiro mandato é evitar a destinação de recursos para eventos pontuais, privilegiando emendas para programas mais amplos na área cultural.