Suspeita deve responder por ‘estelionato amoroso’. Uma das vítimas gastou todo salário com investigada, que pedia dinheiro para salão de beleza e compra de fantasias, segundo Polícia Civil.

Print de conversa em aplicativo de troca de mensagens — Foto: PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, nesta terça-feira (14), uma mulher de 30 anos pelo crime de estelionato amoroso. De acordo com a investigação, a suspeita buscava homens com baixa autoestima nas redes sociais e os seduzia.

A corporação informou que a mulher costumava fazer promessas amorosas e sexuais que não eram cumpridas. Uma das vítimas chegou a gastar todo o salário: R$ 1,2 mil.

Na internet, a suspeita ostentava festas e viagens para o exterior (veja foto abaixo). De acordo com os investigadores, para os encontros, ela solicitava que o parceiro fizesse uma transferência via PIX para as despesas com salão de beleza, bronzeamento artificial, compra de fantasias sexuais e transporte por aplicativo.

Golpe do pix: mulher, de 30 anos, é suspeita de praticar estelionato amoroso no Distrito Federal — Foto: Redes sociais/Reprodução

O delegado-chefe da 13ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho, disse que, às vezes, a mulher até prometia que uma “amiga participaria da brincadeira”. “Um trabalhador, que ganhava salário mínimo [R$1,2 mil], chegou a perder praticamente a renda mensal, acreditando em tais promessas. Ao ver que a fonte havia ‘secado’, a mulher findou os diálogos de forma abrupta”, afirma o delegado.

Golpe do pix: mulher seduzia homens para arrancar dinheiro deles, no DF — Foto: PCDF/Reprodução

Para outro alvo, a mulher pediu que ele enviasse ‘nudes’ e, em seguida, passou a pedir dinheiro via PIX para não divulgar as fotos. A polícia acredita que muitos homens podem ter caído na “lábia” da golpista, mas não procuraram a polícia “por vergonha”.

“São mulheres de boa aparência, com perfis em redes sociais, que se utilizam de todas as artimanhas para seduzir e arrancar dinheiro dos homens mais incautos [ingênuos]”, explica o delegado.

Os investigadores, não divulgaram o nome da suspeita. Por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa dela.

Por Mara Puljiz e Vinícius Cassela, g1 DF e TV Globo