Objetivo do projeto é criar uma vitrine tecnológica para o agronegócio no DF, com a instalação de novas empresas no local

O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (6) o Plano de Uso e Ocupação do Parque de Exposições Granja do Torto. O objetivo do projeto é recuperar o local e criar uma vitrine tecnológica para o agronegócio no DF, possibilitando a instalação de novas empresas vinculadas ao setor e a criação de espaços para entretenimento, educação e saúde, incluindo arena de shows, faculdade, hospital veterinário, entre outros.

Plano aprovado pelo Conplan visa criar uma vitrine tecnológica para o agronegócio no DF e a instalação de novas empresas vinculadas ao setor e a criação de espaços para entretenimento, educação e saúde | Imagem: Divulgação/PGT

“Parabéns ao parque pela aprovação”, celebrou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, presidente interino do Conplan. “Quando se aprova um Plano de Uso e Ocupação, basicamente estamos falando de determinadas áreas que vão permitir novas Cnaes [Classificação Nacional de Atividades Econômicas]. Lembrando que o licenciamento delas será em um segundo momento, com outros órgãos sendo ouvidos”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Parque de Exposições Granja do Torto (PGT), Vilmar Rodrigues, todo o plano foi sistematizado para fortalecer o desenvolvimento das cadeias produtivas do agronegócio e da agricultura familiar no Distrito Federal. A aprovação era a etapa que faltava para que as empresas pudessem ter a habilitação para se instalar no local.

“Queremos que o Parque de Exposições seja uma referência tecnológica e de estudos para o agronegócio, agricultura familiar e orgânica, mostrando as tecnologias e as boas práticas em desenvolvimento no DF”

Vilmar Rodrigues, presidente do Parque de Exposições Granja do Torto

“Temos cerca de 30 empresas que já estão em perspectiva para implantação. Mas tem um projeto maior, que chamamos Cidade Agro, que é de expansão para outras empresas que virão a ser implantadas no parque. Isso vai gerar para a cidade e para o setor agropecuário mais negócios, renda e empregos também”, garantiu Vilmar Rodrigues.

Além disso, a ideia é iniciar a efetiva implementação do Parque Tecnológico Granja do Torto. Para isso, as diretrizes específicas previstas no plano permitem o uso comercial de bens e serviços de material genético, pesquisa e inovação tecnológica, ensino e capacitação, produção e comercialização de insumos relacionados ao setor agropecuário.

“Queremos que o Parque de Exposições seja uma referência tecnológica e de estudos para o agronegócio, agricultura familiar e orgânica, mostrando as tecnologias e as boas práticas em desenvolvimento no DF”, afirmou Vilmar Rodrigues. “Estamos com um termo de cooperação técnica com o Biotic [Parque Tecnológico de Brasília] para liberar essa parte agrotech dentro do parque”, informou.

Segundo o conselheiro Rafael Bueno, representante da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), o plano utilizado para o parque é considerado um modelo nacional para parques de exposições. “Aos olhos da Seagri, ele é fundamental para o desenvolvimento da cadeia agropecuária no Distrito Federal e servirá como um incentivador para que o produtor se sinta animado para produzir”, elogiou.

“Com essa aprovação, estamos resgatando aquela área para Brasília. Dar esse incremento forte ao agro é necessário”, comentou a conselheira Ivelise Longhi, representante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF).

Divisão

Imagens: Divulgação/PGT

Conforme o Plano de Uso e Ocupação do Parque de Exposições Granja do Torto, o local foi dividido em zonas distintas, cada uma para uma atividade definida, e uma faixa verde para a área de Reserva Legal do Parque. Confira como ficou:

→ Zona A – para atividades com características rurais, notadamente pecuárias e indústrias afins;
→ Zona B – para atividades com características administrativas, institucionais e comerciais;
→ Zona C – espaços destinados a eventos atrativos ao público;
→ Zona D – faixa verde

Mais aprovações

O Conplan também aprovou outros três projetos na mesma reunião. O primeiro para regularizar a área onde se encontra o galpão da antiga Feira da Angelina, na EQ 216/316 de Santa Maria. A expectativa é transformar o local em um centro de convivência do idoso e/ou no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), demandas antigas da comunidade.

O segundo tratou da ampliação de um lote ocupado pela Escola Classe 14, na Quadra AR-19 de Sobradinho II.

Por fim, o terceiro foi a aprovação do parcelamento chamado Vila Rio, localizado no Setor Habitacional Tororó, no Jardim Botânico. A área particular possui 5,38 hectares, o equivalente a mais de cinco campos de futebol, onde serão criados 47 lotes para atender uma população estimada de 155 habitantes.

*Fonte: Agência Brasília, Edição: Débora Cronemberger, com informações da Seduh