Foi de repente…
Depois de muito tempo,
Ela decidiu voltar para casa…
Sem qualquer explicação aparente!
Sem dizer uma palavra sequer…
Sem dar motivos para sua partida
Ou mesmo do seu retorno…
E eu afinal de contas,
Sem nada dizer!
Uma palavra sequer ao menos…
Sem saber o que fazer.
Acabei aceitando-a de volta!
Como se eu não fosse nada,
Uma mera figura decorativa apenas…
Bem ali parada!
Disponível…
Dispensável & artificial.
Contudo!
Já não poderia viver… Sem sua doce presença…
Na minha vida.
Tão inconstante & breve!
Não tinha como não aceitar,
As coisas são assim mesmo!
Inexplicáveis… inconstantes!
Irreais! Surreais…

(*) Samuel da Costa é escritor e poeta