A deputada Doutora Jane trouxe o tema ao plenário e destacou que, no DF, são cerca de 16 mil registros de violência contra a mulher por ano

O tema da violência contra a mulher voltou ao plenário da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (15) com a exibição de um vídeo com trechos de ligações de mulheres vítimas de violência para a polícia. As gravações, trazidas pela deputada e procuradora da Mulher na Casa, Doutora Jane (Agir), sensibilizaram os parlamentares e motivaram discursos durante a sessão ordinária.

“Tentem se colocar no lugar de quem pede socorro assim. Essa é a violência doméstica que tem matado as nossas mulheres. São cerca de 16 mil registros de violência contra a mulher por ano no DF. E isso é um número subnotificado, pois boa parte das mulheres passa em média 8 anos sofrendo violência antes de procurar ajuda. E de cada 10 processos, 8 não chegam até o final”, alertou Doutora Jane.

Deputado Distrital Ricardo Vale (PT)

Para o deputado Ricardo Vale (PT), é importante levar a discussão sobre a violência contra a mulher para as escolas. O deputado reclamou da falta de regulamentação de uma lei distrital que prevê o debate sobre o tema em sala de aula. “Precisamos educar nossas crianças para, desde cedo, serem contra o machismo. Há uma lei distrital que trata da discussão nas escolas sobre machismo e essa lei nunca foi regulamentada”, criticou. 

A deputada Dayse Amarilio (PSB) relatou que esteve no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Paranoá e verificou a situação de mulheres que buscam auxílio. “Muitas mulheres que sofrem violência vão aos CRAS e encontram um lugar sucateado, onde não há privacidade nenhuma para relatarem o que está acontecendo”, observou a deputada. 

Já o deputado Rogério Morro da Cruz (PMN) denunciou um suspeito de cometer crimes contra mulheres em São Sebastião. “Tem um meliante em São Sebastião assaltando e aterrorizando as mulheres da nossa cidade. Uma mulher foi refém desse vagabundo na semana passada e ontem uma mulher foi atacada. Peço providências à polícia para colocar esse elemento onde ele merece”, cobrou. 

Fonte: Eder Wen – Agência CLDF, Foto: Renan Lisboa (estagiário)/CLDF