Tradicional elemento utilizado nas degustações durante a Semana Santa em substituição à carne vermelha, o peixe está em alta nesta temporada

Para substuir a carne vermelha o peixe tem sido uma ótima opção durante a Semana Santa. Por conta dessa tradição o peixe está em alta nesta temporada, o que sinaliza um bom momento para os piscicultores. E o Distrito Federal tem registrado um aumento na quantidade de produtores do pescado: de 623, em 2021, o total aferido em 2022 foi de 782 piscicultores – 25% de crescimento –, segundo dados do relatório de atividades agropecuárias da Emater.

Os números demonstram que o incentivo para o fortalecimento da cadeia produtiva pelo Governo do Distrito Federal tem impulsionado o mercado local. Os programas da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) e da Emater oferecem subsídios desde a aquisição dos alevinos, passando pela capacitação e a assistência técnica aos criadores.

“O Alevinar é um programa que fomenta uma atividade que tem grande potencial na região, uma vez que a população do Distrito Federal tem um consumo mais elevado de pescados”, sinaliza o secretário-executivo de Agricultura, Rafael Bueno. “Isso é uma oportunidade para o produtor rural do DF, contribuindo para que ele tenha cada vez mais ganhos expressivos com a piscicultura e também para a diversificação da atividade agropecuária local.” afirma.

Atividade promissora

A piscicultura atraiu a produtora Cleide de Sousa Caldas. Investindo nessa atividade há um ano, ela e seu marido, Sérgio Martins, produzem atualmente uma média de quatro toneladas nos tanques construídos na chácara da família, no Núcleo Rural do Cariru, região do Paranoá.

“Já tinha um certo interesse na atividade, e um produtor me sensibilizou para o cultivo”, conta ela . “Decidimos melhorar os tanques e, com a ajuda dos técnicos da Emater, hoje produzo e comercializo meus peixes aqui na região.”

Quando optou por esse trabalho, Cleide lembra que o primeiro caminho foi procurar ajuda da empresa de assistência. “Fiz vários cursos, participei dos encontros de produtores e estou aprendendo ainda”, relata. “Quando tenho problemas aqui, por exemplo, com a água, o pessoal do governo vem me ajudar. O apoio que tive e tenho é essencial”.

Coordenador de Aquicultura da Emater, Adalmyr Borges explica que a maioria do cultivo do pescado no DF se dá em pequenas propriedades rurais, sendo a comercialização feita de maneira direta para os consumidores.

“A grande vantagem do produtor local é o acesso a um ambiente comercial diferenciado”, pontua o gestor. “Os peixes cultivados aqui chegam para o consumidor com um frescor maior, então os piscicultores acabam produzindo os alevinos em pequenos espaços, com menos água, porém garantindo a eles um melhor ganho com essa venda direta. Ganham o produtor e o consumidor, com um peixe de qualidade. Além disso, [a piscicultura] impulsiona a economia local.”

Aumento da produção 

Em 2020, o DF produziu 1.768 toneladas de pescado; em 2021, 1.816, e, em 2022, 1.880. Para incentivar a criação de peixes e capacitar produtores rurais, a Emater e a Seagri promovem com frequência cursos voltados para esse público. Técnicas de construção de viveiros, análise de transparência, temperatura e acidez da água, bem como métodos de manejo de peixes, são alguns dos ensinamentos compartilhados nesses eventos.

Os produtores que tenham interesse em investir ou participar dos cursos de qualificação em piscicultura podem procurar um dos 15 escritores da Emater espalhados pelo DF ou procurar a Seagri pelo e-mail getec@seagri.df.gov.br.

Fonte: Jornal de Brasília