Tem uma divisão Panzer
Patrulhando as ruas
Da minha cidade
***
Há milicianos enfurecidos
Desfilando em desalinho
Em tempo e espaço
Pelas ruas do meu pais
***
Há uma imensa negra sombra
impossível
Que cobre
Os meus lânguidos olhos
Em chamas
***
Elevo as mãos
Ate a minha algibeira
E em descompasso
Com o tempo liquefeito presente
Acendo um cigarro surrealista
***
E tudo que posso pensar
Nesta hora extrema
É na minha negra ninfa
Que habita a nevoenta
Floresta negra em chamas

Por Samuel da Costa – Poeta e Escritor