Peças em ferro fundido nodular são menos atrativas para criminosos e mais resistentes para o tráfego de veículos; em 2022, houve reposição de mais de 200 tampas furtadas

O modelo de grelha da esquerda, em ferro fundido nodular, passou a ser adotado pela Novacap como forma de inibir furtos e garantir mais segurança viária; o modelo da direita, em PVC de alta resistência, está sendo avaliado pela empresa

Um novo material de grelhas de boca de lobo foi adotado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O objetivo é inibir o furto das peças e garantir a segurança de pedestres e veículos. As peças em ferro fundido nodular são menos atrativas para os criminosos e mais difíceis de serem removidas por conta das dobradiças que “amarram” a peça à moldura de ferro fixada ao asfalto. Até o ano passado, eram usadas apenas as grelhas em ferro fundido cinzento.

O chefe da Divisão de Manutenção de Obras (Dima) da Novacap, Lânio Trida Sene, afirma que a tampa nodular tem diversas vantagens para a administração pública. “É mais moderna, mais leve, mais resistente e mais prática de instalar, ao mesmo tempo em que é mais difícil de ser furtada do que a de ferro fundido cinzento, por conta das dobradiças de proteção”, afirma.

Além disso, Sene explica que a peça de ferro fundido nodular é menos lucrativa para os criminosos. Isso porque o quilo do ferro fundido – independentemente do tipo – custa em média R$ 0,30 em ferros-velhos. Essa nova tampa rende até cinco vezes menos do que o modelo anteriormente usado.

Em 2022, foram gastos mais de R$ 270 mil com a reposição de 300 proteções de bocas de lobo – 200 grelhas de ferro fundido, que haviam sido furtadas e foram respostas por peças nodulares, e 100 tampas de concreto, que estavam quebradas. Cada peça em ferro fundido, seja nodular ou cinzento, custa R$ 900. Já o preço da tampa de cimento é de cerca de R$ 200. Há ainda os custos relacionados com a manutenção e instalação das estruturas.

O novo material, além de ser positivo para a inibição dos furtos, confere mais segurança às vias. “Uma boca de lobo sem tampa é um risco para as pessoas, no sentido que pode causar quedas e tropeções aos pedestres, ciclistas, motoristas e animais. Além de que, sem a proteção, mais lixo pode cair na rede de drenagem e aumentar o risco de alagamentos”, pontua Sene.

As bocas de lobo fazem parte do sistema de drenagem pública urbana, como pontos de captação de água pluvial. O Distrito Federal reúne, em valores aproximados, 3,5 milhões de metros lineares de tubulação pluvial e mais de 80 mil bocas de lobo.

Modernidade

Além dos materiais já implementados, a Diretoria de Urbanização da Novacap estuda a aquisição de tampas em PVC de alta resistência, considerado ainda mais leve, econômico e prático do que os outros materiais.

Também corre um processo de aquisição de tampas de concreto adaptadas para o trânsito, ou seja, que podem ser instaladas onde há circulação de veículos. Atualmente, as tampas de concreto convencionais são utilizadas em pontos em que há fluxo de pedestres.

Serviço

A limpeza das bocas de lobo pode ser executada tanto pela Novacap, de forma direta e por meio de empresas terceirizadas, quanto pelas administrações regionais e pelo programa GDF Presente.

Quem vir uma boca de lobo sem tampa deve registrar a situação nas administrações regionais ou pela Ouvidoria, presencialmente, pelo número 162 ou pelo site. Outros serviços também podem ser solicitados pelo canal, como limpeza e manutenção das bocas de lobo, poda de árvores, construção de calçadas e manutenções asfálticas.

Fonte: Agência Brasília, Fotos: Kiko Paz / Ascom Novacap  .