A Fundação Nacional do Índio (Funai) realizou a 3ª edição do Curso de Operação de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP). O treinamento ocorreu entre os dias 1º e 5 de fevereiro de 2021 no Centro de Formação em Política Indigenista em Sobradinho (DF). A intenção é capacitar os servidores para operarem drones em atividades de reconhecimento, inteligência, vigilância, busca e salvamento. 

Participaram do treinamento oito servidores que atuam na Sede e nas unidades descentralizadas da fundação.  Entre os assuntos abordados ao longo da oficina, estão boas práticas no uso de drones, preparo de voo, produtos cartográficos e missões simuladas. Três servidores da Funai que foram alunos na primeira turma do curso atuaram como monitores nessa edição. O intuito é que eles sejam formados para atuarem como instrutores.

“A proposta de formar instrutores do quadro da Funai busca justamente possibilitar uma maior autonomia do órgão no oferecimento de novas turmas de formação de pilotos de drone”, comenta a monitora do curso e servidora da Coordenação de Fiscalização (Cofis) da Funai, Juliana de Almeida. 

O treinamento é promovido pela fundação em parceria com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). “A Funai deu um grande passo no sentido de ampliar a sua capacidade operacional, aumentar a segurança dos profissionais na ponta e encurtar distancias com uso de drones”, destaca o instrutor do Censipam, sargento Darlo Barbosa da Silva Sobrinho.

Ao longo das três edições do curso, foi discutida a criação do Procedimento Operacional Padrão (POP) da Funai voltado à operação segura dos drones pelos servidores, com base no modelo do Censipam. “É muito importante que fique claro a todos os pilotos da instituição cumprir as regras de acesso espaço aéreo, bem como as regras internas quanto ao uso do equipamento”, ressalta Sobrinho. 

A capacitação é uma iniciativa da Cofis com o apoio da Coordenação de Desenvolvimento de Pessoal. O uso de drones pela Funai permite aprimorar o monitoramento de áreas que estão sofrendo algum tipo de ilícito, a partir de uma distância segura, sem contato com o agente da atividade ilegal. As ARPs ainda coletam dados de fotografias aéreas a baixo custo e em menor tempo.



Fonte: FUNAI