Alunos de Sobradinho ficaram com 1º lugar em ‘Projeto de Pesquisa’. Eles apresentaram projeto para captação de lixo em bocas de lobo.


Festival Sesi de Robótica, em São Paulo. Equipe Bisc 8. — Foto: Sesi-DF/Divulgação

Festival Sesi de Robótica, em São Paulo. Equipe Bisc 8. — Foto: Sesi-DF/Divulgação

Com um projeto sobre captação de lixo nas bocas de lobo, a equipe “Bisc 8” (saiba mais abaixo), da escola de Sobradinho do Sesi do Distrito Federal, foi uma das vencedoras do Festival Sesi de Robótica, que aconteceu em São Paulo no último final de semana. Os alunos levaram o 1º lugar na categoria Projeto de Pesquisa.

Além do troféu, o time também foi classificado para representar o Aberto Internacional Sesi First Lego League. O encontro, que reúne estudantes de várias partes do mundo, e está previsto para acontecer de 26 a 28 de junho, na cidade do Rio de Janeiro.

Os alunos do DF venceu com um trabalho onde desenvolveram um cesto com furos para ser instalado dentro das bocas de lobo e evitar o entupimento. O equipamento também possui um mecanismo que avisa se o cesto está cheio.

Para a competição internacional, os estudantes querem fazer o protótipo em tamanho real. A ideia é construir o cesto com garrafas PET.

“Os adolescentes calculam que o cesto custará R$ 86 reais”, dizem os instrutores.

Crianças e jovens buscam soluções para problemas das cidades em festival de robótica

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O festival em São Paulo

Cerca de 2 mil estudantes, com idade entre 9 e 18 anos, participaram das First Lego League (FLL), First Tech Challenge (FTC) e F1 in Schools. O evento foi no Pavilhão da Bienal, em São Paulo (veja vídeo ).

A capital federal foi representada por quatro equipes: “Albatroid”, “Bisc8”, “Legofield” e “Lobo-guará”. Os estudantes foram avaliados pelos projetos de pesquisa, pelo design do robô e pela programação usada na execução das missões da mesa.

Os valores éticos do trabalho em grupo também contaram pontos. Além da “Bisc 8”, a equipe “Legofield”, do Sesi Gama, ficou com uma das quinze suplências para os torneios internacionais.

Equipe Bisc8

Com uso de garrafas PET, a equipe Bisc8 criou um robô que promete melhorar o uso das bocas de lobos, tornando-as mais funcionais e sustentáveis. Apelidado de Bisc, o dispositivo – um cesto com furos que funciona acoplado às bocas de lobo – busca evitar o entupimento e alagamento das vias, facilitando o recolhimento do lixo e a limpeza.

O equipamento tem um mecanismo que avisa se o cesto está cheio por meio de cores: fica verde quando a boca de lobo estiver vazia, amarelo quando estiver meio cheia e vermelho quando estiver muito cheia.

Segundo a estudante Letícia Ferreira de Araújo, de 15 anos, o equipamento poderia, por exemplo, ajudar a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) a acompanhar a situação dessas estruturas e prevenir alagamentos.

Equipe Legofield

Parede termoacústica desenvolvida por estudantes do DF — Foto: Milena Lopes/G1

Parede termoacústica desenvolvida por estudantes do DF — Foto: Milena Lopes/G1

O time Legofield focou em soluções para diminuir a poluição sonora nas cidades. Eles desenvolveram uma parede ecológica nomeada E-WALL, que tem a função de reduzir ou até extinguir ruídos em locais internos. A tecnologia também é capaz de diminuir a troca de temperatura.

Segundo os jovens cientistas, a parede pode ser usada em diversos ambientes, como casas, tubulações hidráulicas e até em dutos de ar condicionado. Apesar de existir soluções similares com a E-WALL no mercado, ela tem como diferencial o fato de ser feita de lixo reciclável.

Outro produto criado pela equipe é a Argafield, uma argamassa composta de resíduos da construção civil.

Fonte G1 DF