Levantamento considera período de 29 de dezembro de 2019 a 26 de setembro. Alta é de 22% na comparação com ano anterior; 44 pessoas morreram.

Por Marília Marques, G1 DF

O mosquito que transmite a dengue, Aedes aegypti. — Foto: Fotos públicas

O mosquito que transmite a dengue, Aedes aegypti. — Foto: Fotos públicas

O Distrito Federal registou 45.112 casos prováveis de dengue entre 29 de dezembro de 2019 e 26 de setembro de 2020. Os dados constam no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, divulgado na última sexta-feira (9).

O total de registros representa um crescimento de 0,27% em relação à semana anterior, quando havia 44.990 notificações. Já, na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 22,2%. Até o último levantamento, 44 pessoas morreram por conta da doença na capital do país.

De acordo com o boletim, Ceilândia é a região com o maior número de casos de dengue, com 5.071 ocorrências. No entanto, Sobradinho II lidera com a maior taxa de incidência da doença: são 3.350 infectados a cada 100 mil habitantes (veja tabela abaixo).

Veja casos de dengue por região no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Veja casos de dengue por região no DF — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos graves e óbitos

Em 2020, a Secretaria de Saúde registrou 67 casos graves de dengue e 648 com sinais de alarme. Desse total, 44 evoluíram para óbito.No mesmo período de 2019, 48 pessoas morreram.

Veja regiões onde vítimas moravam:

  • Gama (10)
  • Ceilândia (4)
  • Planaltina (4)
  • Samambaia (3)
  • Vicente Pires (3)
  • Sobradinho (2)
  • Guará (2)
  • Sobradinho II (2)
  • Lago Sul (2)
  • Recanto da Emas (2)
  • Taguatinga (2)
  • Santa Maria (2)
  • Riacho Fundo II (1)
  • Paranoá (1)
  • Fercal (1)
  • Águas Claras (1)
  • Sudoeste/Octogonal (1)
  • Plano Piloto (1)

Como prevenir

O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue. — Foto: Alexandre Carvalho / Fotos Públicas

O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue. — Foto: Alexandre Carvalho / Fotos Públicas

Para evitar a reprodução do Aedes aegypti e, consequentemente, reduzir os ataques do mosquito, o Ministério da Saúde reuniu uma série de orientações. Confira abaixo:

  • Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas da casa;
  • Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
  • Mantenha o terreno de casa sempre limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;
  • Tampe os tonéis e caixas d’água;
  • Mantenha as calhas sempre limpas;
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  • Mantenha lixeiras bem tampadas;
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas sujas, por exemplo;
  • Deixe portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
  • Coloque repelentes elétricos próximos às janelas – o uso é contraindicado para pessoas alérgicas;
  • Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;
  • Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos;
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa;
  • Coloque areia nos vasos de plantas.

Fonte: G1/DF