Houve redução de 61% nos registros da doença entre os meses de janeiro e agosto em comparação com o mesmo período no ano passado

Os casos prováveis de dengue, doença causada em humanos pelo mosquito Aedes aegypti, reduziram em 61% no Distrito Federal entre os meses de janeiro e agosto em comparação com o mesmo período no ano passado. Os números constam no Boletim Epidemiológico divulgado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Até o momento, o DF contabilizou 33.857 casos suspeitos de dengue, dos quais 25.741 registros eram considerados prováveis. Não houve registro de mortes provocadas pela doença este ano. Em 2022, no mesmo período, foram notificados 61.608 casos, sendo 13 óbitos.

Segundo o boletim, que monitora os casos de dengue no Distrito Federal, do total de casos prováveis deste ano, 94,6% ocorreram entre residentes do DF. O restante dos incidentes foi registrado entre moradores dos estados de Goiás (1.271 casos), Minas Gerais (64), Rio de Janeiro (11) e São Paulo (9).

As mulheres são mais da metade dos pacientes de dengue do DF – 57% dos casos. O grupo etário com maior incidência de casos prováveis, entre os moradores da capital, é de pessoas com 80 anos ou mais, com uma taxa de 1.378,8 casos por 100 mil habitantes, seguido pelos grupos etários de 20 a 29 anos e 70 a 79 anos.

Para o diretor de Vigilância Ambiental em Saúde, Jadir Costa, a redução acentuada no número de casos resulta das ações promovidas pelo Governo do Distrito Federal no âmbito do combate aos vetores da doença. “Quando a gente fala em controle de arbovirose, nada é resultado de uma ação exclusiva ou solitária; há todo um conjunto de ações, entre elas o acréscimo no número de agentes, que estão diariamente nas casas das pessoas, vendo a situação, os depósitos”, explica.

Ovitrampas

Costa ressalta, ainda, que uma outra eficiente estratégia adotada pelas equipes de vigilância do GDF é a instalação das ovitrampas – armadilhas para captura dos ovos do mosquito vetor da dengue.

De janeiro a julho deste ano, foram 10.853 ovos capturados por meio de 157 armadilhas distribuídas pelas regiões do Cruzeiro e do Lago Sul. No mesmo período do ano passado, o número de capturas chegou a 9.116 ovos.

Os equipamentos estão estrategicamente posicionados em estabelecimentos privados, como casas e comércios, e em áreas públicas da capital com índices críticos de incidência da doença.

Fonte: Jornal de Brasília, com informações da Agência Brasília