Sobradinho 1

A Região Administrativa de Sobradinho, RA-V, ocupa uma área de 569,37 Km² e tem como sede a cidade satélite do mesmo nome, situada a 22,1 Km a nordeste de Brasília.

Ao norte, o paralelo 15º30′ sul limita a Região com o Estado de Goiás (município de Planaltina de Goiás). O limite leste e formado pela RA VI (Planaltina). Duas Rodovias constituem o limite sul da RA V: a EDF 001, que a separa da RA I (Brasília) e a EDF 250 (BR 479) que a separam da RA VII (Paranoá). O limite oeste e constituído pela EDF 170 que a separa da RA IV (Brazlândia). O Decreto nº 488, de 8 de fevereiro de 1966 fixou os limites das Regiões Administrativas do Distrito Federal. 

Sua rede de drenagem e composta de cursos d’água que fazem parte das Bacias dos rios Maranhão e São Bartolomeu, destacando se, na região, o ribeirão Sobradinho, afluente do São Bartolomeu e o ribeirão da Contagem, afluente do Maranhão. 

Segundo a classificação de Koppen, internacionalmente adotada, os tipos de clima do Distrito Federal são o tropical AW e o tropical de altitude Cwa e Cwb. 

Na classificação de Nimer, uma adaptação para o Brasil da de Koppen, o clima do Distrito Federal (assim como o de toda a Região do Centro oeste), apresenta dois subdomínios (ou variedades): clima quente e clima subquente. Nas áreas de altitudes superiores a 1.000m, predomina o clima subquente semiúmido com quatro a cinco meses secos. Nas áreas menos elevadas, prevalece o clima quente semiúmido, com quatro a cinco meses quentes. A diferença esta na ocorrência de temperaturas medias mais baixas, nas áreas mais elevadas do Distrito Federal. 

No clima do Distrito Federal observa se a existência de duas estações, uma chuvosa, no verão, e outra seca, no inverno. A temperatura media situa-se acima de 19 graus centígrados. As temperaturas mais baixas ocorrem entre junho e julho, com uma media de 19,6 graus centígrados nas mais altas entre setembro e outubro, com media de 22,8 graus centígrados. A precipitação pluviométrica anual excede 1500 mm, caracterizando se as chuvas como de grande intensidade e de curta duração, distribuídas irregularmente. De abril a setembro, devido à ausência quase total de chuvas, com menos de 1% da precipitação anual, a umidade relativa do ar sofre uma queda sensível em relação as suas médias anuais, de 68%, atingindo níveis inferiores a 25%%. 

As variações altimétricas do relevo da Região apresentam níveis correspondentes a: superfícies planas, nas costas acima de 1200m, sendo 1301m a altitude máxima aproximada, (Chapada da Contagem), cobertas predominantemente por reflorestamento; superfície, nas cotas de 1000 a 2000 m, coberta por cerrado, cerradão, mata ciliar e reflorestamento. A altitude média aproximada da cidade é de 1120 m; superfície, nas cotas inferiores a 800 m ate 1000m, coberta por cerrado, cerradão, cerrado ralo, mata subcaducifolia e algumas manchas de mata ciliar.

Ocupação do Solo

Na Região Administrativa V as atividades rurais desenvolvem-se no Núcleo Rural de Sobradinho, nas áreas isoladas Sonhem de Cima, Mogi, Buraco, Paranoazinho, Córrego do Meio e Contagem, Colônia Agrícola São João e outras. 

Encontram-se também na RA-V, a área de Proteção Ambiental do Rio São Bartolomeu, área diversa (Horto Florestal e Colégio Agrícola), loteamentos irregulares, invasões e áreas de reflorestamento. 

A área ocupada pelo loteamento de Sobradinho é de 11.542.890 m² (11,54 km2), dos quais 4.126.444 m2 (4,12 km2) correspondem a lotes destinados a venda, 1.191.340 m2 (1,19 km2) ao arruamento, e 6.225.106 m2 (6,22 km2) estão reservados aos parques, jardins e serviços de utilidade pública.

O plano original da cidade sofreu algumas modificações no decorrer de sua implantação. Destaca-se o reparcelamento de quatro conjuntos da quadra 18, com pequeno acréscimo de área, destinado a fixar os moradores das invasões do Ribeirão Sobradinho e Lixão, dentro do Programa de Assentamento Populacional de Emergência PAPE (agosto/1980). 

Em Sobradinho, encontravam-se mais de uma família residindo no mesmo lote, em condições muitas vezes precárias de coabitação. Existiam, também, barracos de madeira disseminados por toda a cidade, entre as casas de alvenaria ou em fundos de terreno. O problema foi resolvido em grande parte com a execução do Programa de Assentamento de População de Baixa Renda, com a criação da Expansão Urbana do Setor Oeste da Cidade (06/10/89), compreendendo as etapas de Sobradinho 2, Sobradinho 3 e Sobradinho 4. Este núcleo habitacional é designado popularmente de Assentamento ou Sobradinho II.

Adm. Regional Sobradinho – RA V

Partindo da Estrada DF-5, pela Estrada Parque Contorno EPCT, para sudeste, até encontrar a Estrada DF 6; para leste, até o Rio São Bartolomeu; pelo Rio São Bartolomeu para montante até a confluência do Córrego do Meio; pelo Córrego do Meio para montante até a sua cabeceira norte; desta cabeceira em linha reta, rumo norte, até encontrar a Estrada BR 020; cruzando a Estrada BR 020, em linha reta, para noroeste, até encontrar a cabeceira do Córrego Corguinho; desta cabeceira, em linha reta, para Noroeste, até a cabeceira mais a oeste do Córrego Chapadinha, desta cabeceira, em linha reta, para o nordeste, até a cabeceira mais próxima do Córrego Terra Branca; pelo Córrego Terra Branca abaixo, até a sua confluência com o Córrego João Pires; pelo Córrego João Pires para a jusante até a sua confluência com o Ribeirão Palmeira; pelo Ribeirão Palmeira para jusante até sua confluência com o Rio Maranhão e por este para jusante ate o limite do Distrito Federal, paralelo 15º30′; seguindo este limite do Distrito Federal, para oeste, até a Estrada DF 5; pela DF 5, limitando com a IV Região, para o Sul, até a EPCT.

(Decreto nº 488, de 8 de fevereiro de 1966)

Assim como Brasília, Sobradinho também é uma cidade planejada. O plano da cidade foi elaborado entre 1958 e 1959 pelo engenheiro Inácio de Lima Ferreira, que pertencia ao quadro de engenheiros do Departamento de Terras e Agricultura da Novacap. Lúcio Costa, urbanista, principal responsável pelo planejamento do de Brasília e chefe do Departamento de Urbanismo da Novacap preferiu que o planejamento fosse executado por um arquiteto de sua equipe. O projeto de Sobradinho foi então confiado ao urbanista Paulo Hungria Machado, que também já havia feito o plano urbanístico da região administrativa do Gama. A construção da cidade se desenvolveu entre 1959 e 1960 com recursos do Departamento de Terras e Agricultura da Novacap. Pouco depois, Inácio Lima Ferreira retomou o projeto, executando serviços topográficos, arruamento e locação de terrenos, instalando os serviços subterrâneos de abastecimento d’água e saneamento básico.

Ficha Técnica

Área:
596,37 Km²
População:
128.789 – Habitantes
Fundação:
13 de maio de 1960
Atual Administrador(a): EUFRÁSIO PEREIRA DA SILVA 
Empossado em: 02/01/2019 – ATUAL

História da Cidade

Sobradinho foi fundada no dia 13 de maio de 1960, mas só chegou a ser oficializada mais tarde, pelo Decreto nº 571, de 1967. Atualmente, de acordo com a CODEPLAN, são 68.500 habitantes. Desse total, 49% estão na faixa etária de 25 a 59 anos. As crianças de zero a 14 anos representam 18% e os idosos 18%. Os que possuem nível superior completo e incompleto representam 18% e 10%, respectivamente. As atividades são predominantemente no Comércio, 34%, Administração Pública, 24% e Serviços Gerais, 11%, cada categoria. A Construção Civil representa 4%.

Na versão lendária mais popular, o nome da Região Administrativa veio da existência de um velho cruzeiro de madeira rústica, erguida antes de 1850, às margens de um ribeirão numa fazenda e no qual teriam sido construídas duas casinhas do pássaro João-de-Barro, sobrepostas, em cima do braço direito do mesmo. Tal fenômeno atraía a atenção dos viajantes, que passavam a tomar por referência aquele ponto geográfico, denominando-o “Cruzeiro do Sobradinho” ou “Sobradinho do Cruzeiro”. Na outra corrente, nestas terras existiu um pequeno sobrado que servia de referência para os contrabandistas de ouro que procuravam burlar o fisco real. A rainha de Portugal, Dona Maria, a louca, tomou conhecimento do fato e mandou construir nas proximidades um posto fiscal para conter o trânsito ilegal de minério. Isto foi suficiente para circular entre os garimpeiros, que procuravam alertar uns aos outros, com a seguinte advertência: “cuidado com o posto que a rainha colocou depois do sobradinho”.  O certo mesmo é que com o passar dos tempos, o ribeirão local terminou por ser denominado “Córrego Sobradinho”, do que resultou, por referência geográfica, a mesma denominação para as fazendas das redondezas, como “Sobradinho-Moji” e “Sobradinho dos Mellos”. E, assim, a partir de 1959, o loteamento da área onde está a Sede da RA-V, elaborado pela Novacap recebeu, também, o nome de Sobradinho.

Situação

O imóvel denominado “Sobradinho”, situado no Município de Vila Planaltina, Comarca de Formosa, Estado de Goiás, dista quatro léguas da Cidade de Formosa.

No local, existe um marco, feito em madeira de lei (ipê) e lavrado em quatro faces, terminado em forma piramidal, com 1,60 metros de comprimento. Está cravado na divisa com a Fazenda Sobradinho Moji, próximo a uma porteira antiga, ficando enterrados 75 cm e tendo suas faces voltadas para os pontos cardeais.

Divisão da Fazenda Sobradinho

Com o falecimento de D. SALVINA FERNANDES DA SILVA, no dia 07 de abril de 1906, a fazenda foi dividida em duas partes: uma comprada por VALERIANA RODRIGUES DE CASTRO, e a outra, herdada por MARIA ANTONIA GOMES E SEBASTIANA GOMES RABELO, ambas as filhas da inventariante.

A avaliação das terras da fazenda Sobradinho, em 20 de outubro de 1924, na Vila Planaltina era: 150,00 (cento e cinquenta mil réis).

Vila Dnocs

A Vila DNOCS é um Setor que existe desde 1970, em Sobradinho, Distrito Federal. Atualmente, abriga cerca de (+/-) 480 famílias em uma área de 9 hectares. Há um projeto de regularização e urbanização da área em curso. urbanização A sigla DNOCS significa Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, órgão do governo federal brasileiro.

Coordenadas: 15°39’51″S 47°47’59″W

 

 

Todos Administradores

1960 a 1990

Henrique Teixeira Tamm
de 01/09/1959 a 11/11/1960

Abigail Romero
de 11/11/1960 a 08/02/1961

Ernane Costa A. Jaguaribe
de 08/02/1961 a 20/04/1961

Newton Jacinto de Almeida
de 20/04/1961 a 08/11/1961

Camilo Severino de Almeida
de 08/11/1961 a 04/07/1962

Armando Jose Bockmamm
de 04/07/1962 a 03/07/1963

Joel de Oliveira Paes
de 03/07/1963 a 01/12/1967

Manoel Carneiro de Albuquerque
de 01/12/1967 a 06/12/1967

Mauro Renan Bitencourt
de 06/12/1967 a 30/01/1970

Pedro Rodrigues de Sousa
de 30/01/1970 a 18/06/1974

Maury Ferreira Pinto
de 18/06/1974 a 30/08/1974

Fernando Corassa
de 30/08/1974 a 03/05/1979

Jonas Vettoracci
de 03/05/1979 a 02/09/1985

Jose Ahirton da Silva
de 02/09/1985 a 28/07/1987

1990 a 2018

Hiran Ferreira
de 28/07/1987 a 04/06/1990

Nilda Rodrigues Bezerra
de 04/06/1990 a 26/01/1991

Anilcéia Luzia Machado
de 26/01/1991 a 30/03/1994

Claudia Matheus Garcia
de 30/03/1994 a 18/10/1994

Anilcéia Luzia Machado
de 18/10/1994 a 04/01/1995

Marilia Martins Resende
de 04/01/1995 a 05/03/1997

Hermes Ricardo Matias de Paula
de 05/03/1997 a 11/05/1997

Antônio de Lisboa Amâncio Vale
de 11/05/1997 a 01/01/1999

Antônio Mardônio Ribeiro
de 01/01/1999 a 10/02/1999

Paulo Cavalcanti de Oliveira
de 10/02/1999 a 23/08/2000

Elizabete Maria Gasparotto de Oliveira
de 23/08/2000 a 11/02/2002

Anilcéia Luzia Machado
de 11/02/2002 a 05/04/2002

Maurilio Souza Nunes
de 05/04/2002 a 06/01/2003

Valteni José de Souza
de 06/01/2003 a 01/07/2004

Paulo Cavalcanti de Oliveira
de 01/07/2004 a 02/01/2007

Francisco Normando Feitosa de Melo
de 05/01/2007 a 21/02/2007

Eduardo Augusto Lopes
de 21/02/2007 a 14/10/2008

Alexandre de Jesus Silva Yañez
de 14/10/2008 a 24/05/2010

Carlos Augusto de Barros
de 25/05/2010 a 31/12/2010

Maria América Menezes Bonfim
de 01/01/2011 a 07/08/2012

Márcio Ribeiro Guedes
de 07/08/2012 à 30/12/2014

Divino Sales
de 23/01/2015 à 01/07/2016

Jane Klébia Reis
de 06/07/2016 a 17/04/2017

Valter Soares Leite

de 17/04/2017 à 31/12/2018

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