Flutua afro-deusa

 

Flutua

 

Negra ninfa enluarada

 

Nos dias de todos os santos

 

***

 

Flutua

 

Entre a bruma matinal

 

Entre o aqui

 

E o acolá

 

***

 

Flutua

 

No alvor de um

 

Novíssimodia

 

Entre as abstratas laranjeiras

 

E as surreais oliveiras

 

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Flutua

 

Entre-mundos

 

Magnânima negra rainha

 

(*) Samuel da Costa é Escritor e Poeta