As cartas de certa forma desenvolvem a escrita, a criatividade, os pensamentos e os sentimentos, tais como os livros. Os livros têm uma particularidade, nos trazem conhecimento e nos fazem viajar por diversos temas e personagens. Normalmente o cenário é a vida. O que mais aprecio é o lado humano que muitos autores abordam. Alguns até nos fazem questionar quem somos. Um olhar para dentro de si.

 

É como passear por dentro de si, abrir asas e se libertar de tudo aquilo que te faz mal. Tipo eu me livro.  Uma das obras popular brasileira da literatura que particularmente eu curto e que se enquadra nesse contexto se chama Tempo de Esperas do Padre Fábio de Melo. A obra mostra todas as vertentes da vida em meio uma desilusão amorosa. É como uma reflexão que nos salva.

 

O tempo vai passando e aquela dor rompe uma barreira. Por mais difícil que seja a dor fortalece. Aprendemos a lidar com ela. De um jeito, ou de outro adquirimos aprendizado.  A dor da perda me fez ver que a vida não acaba porque achamos que é o fim. Ela segue. O tempo passa. Não é porque erramos que não devemos mais viver. A vida é como um livro vire a sua página e comece tudo de novo.

 

Sempre há tempo para recomeçar. O Amor vive somente a sua espera. Ele se aprisiona a medida que você fica alimentando algo que perdeu. Enquanto não se vira as páginas do livro da sua vida, você fica ali amando o que nunca lhe pertenceu. E que de certa forma, você mesmo possa ter estragado tudo.

 

Talvez seja a hora de você formar laços com o tempo e saber esperar. Mais que um dom a espera é sabedoria e requer paciência.  Desde cedo aprendi que o amor transforma. Mas sempre tive a certeza que tudo parte de um querer.  Nos últimos anos o amor tem sido um brinquedo nas mãos de algumas pessoas. Ao invés de fazer o bem tem feito o mal. Mas a culpa é de quem brinca com o sentimento das pessoas.  O afeto não parte da ilusão e sim daquilo que é verdadeiro. Não abra o livro dos sentimentos se não for para fazer e sentir com verdade. Nós somos os autores de nossa história, a libertação parte da nossa vontade. Os livros são apenas o início de tudo.

 

 

Por Clarisse da Costa é escritora e cronista – Contato: clarissedacosta81@gmail.com