O chinês Dongdong Chua ficou com a prata e o turco Edgaras Matakas terminou com o bronze. Na mesma prova, o brasileiro Matheus de Souza terminou na sexta colocação.

Wendell Belarmino vence os 50m livre e conquista mais um ouro para o Brasil
Foto: Miriam Jeske/CPB

O Brasil segue impossível nas provas de natação dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Na manhã desta sexta-feira, 27, o Sobradinhense Wendell Belarmino Pereira venceu a prova dos 50m livres da classe S11(para cego total), com o tempo de 26s03 e conquistou a medalha de ouro na disputa. O chinês Dongdong Chua ficou com a prata e o turco Edgaras Matakas terminou com o bronze. Na mesma prova, o brasileiro Matheus de Souza terminou na sexta colocação.

Este é o quarto ouro do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Além dele, já ganharam Gabriel Bandeira, nos 100m borboleta, pela classe S14 (para atletas com deficiência intelectual), Yeltsin Jacques, fundista da classe T11, para cegos, e Silvânia Costa, no salto em distância também da classe T11.

O país chega agora a 91ª medalha de ouro na história dos Jogos Paralímpicos, faltando nove para a 100ª. Ainda são 116 de prata e 107 de bronze. Vale ressaltar que o país está entre as 20 nações que mais medalharam em toda a história do megaevento paradesportivo.

“A ideia era vir, me divertir, tentar chegar ao pódio e nadar o mais rápido possível. Estou realizando três sonhos de uma vez só: nadar em uma paralímpiada, ganhar uma medalha e ser campão paralímpico. Tudo isso fruto de um trabalho muito duro. Estou muito feliz com o resultado”, afirmou Wendell Belarmino, logo após a prova.

Aos 23 anos, o atleta chegou às Paralimpíadas de Tóquio como atual campeão mundial dos 50m livre S11 e vice dos 100m livre S11.

Principais conquistas

Ouro nos 50m livre, prata nos 100m livre e no revezamento 4x100m livre 49 pontos no Mundial de Londres 2019; ouro nos 50m livre, nos 100m livre, nos 100m borboleta, nos 200m medley, nos 400m livre e prata nos 100m peito e nos 400m livre nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.

História

Wendell Belarmino Pereira

Wendell tem com glaucoma congênito. Precisou passar por dez transplantes de córneas. Ainda assim a perda da visão segue sendo gradativa tanto que em 2019 ele foi reclassificado e caiu da classe S12 para a S11, pois já estava apenas com 3% de resíduo visual. Na infância chegou a praticar hipismo adaptado, mas foi na natação que se encontrou. Participou das Paralimpíadas Escolares em 2013 e 2015 e fez parte da seleção de jovens. Sua primeira grande competição foi o Parapan de Lima, em 2019, onde ganhou as seis medalhas que disputou. Na sequência, representou o Brasil no mundial da modalidade, em Londres, conquistando o título de campeão mundial nos 50m livre.

Morador de Sobradinho, Wendell Belarmino Pereira, de 23 anos, grande potencial de medalha para a natação brasileira. Ele é competidor da Classe S11, que abrange os nados livre, costas e borboleta para atletas com deficiência visual.

Wendell nasceu com glaucoma congênito, passou por dez transplantes de córnea, mas teve perda gradativa na visão. Essa condição nunca o impediu de praticar esportes. Ele faz natação desde os três anos de idade e chegou a competir no hipismo adaptado.

Em 2015, decidiu se especializar na natação, treinando no centro olímpico da Universidade de Brasília (UnB) e no Colégio Mackenzie. Desde então, Wendell vem colecionando medalhas.

No Parapan de Lima, em 2019, garantiu quatro de ouro e duas de prata, além de quebrar recorde nos 100 metros livre.

Conseguiu a vaga nos Jogos de Tóquio graças a medalha de ouro nos 50 metros livre no Mundial de Londres em 2019, onde conquistou ainda uma prata e um bronze.

O atleta foi o primeiro do Brasil a garantir uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Fonte: Igor Cardim – Estagiário da Rádio Nacional – Brasília / agenciabrasil.ebc.com.br & CPB com Edição de Júnior Nobre/JS , Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro/Reprodução