O somatório de prejuízos do segmento de bares, hotéis e restaurantes da capital do País é alarmante: são 10 mil empregos perdidos e 400 empresas falidas. Empreendimentos reconhecidos pelo público brasiliense. Desde o fechamento do comércio, no mês de março, o setor produtivo vem procurando amenizar os efeitos da crise. No último dia (9/6), a Fecomércio-DF e o Sindhobar lançaram o movimento Portas Abertas já, Retomada Segura — Mais uma campanha para tentar diminuir o número de demissões e falências. O presidente da Fecomércio, Francisco Maia, diz que as entidades prepararam um protocolo de segurança, visando a saúde dos funcionários e do cliente. O importante, segundo ele, é que o empresário tenha uma perspectiva para retomar o seu negócio.

“Os bares e restaurantes são os que mais sofrem com a paralisação do comércio. Impossibilitados de abrir as portas, a maioria se vira como pode: fazendo delivery, vendas na internet ou take out. O importante agora é ter um parâmetro, para evitar mais prejuízos. Por isso, estamos lançando campanhas e trabalhando com protocolo de reabertura, para que tudo ocorra seguindo normas de saúde, com o uso de álcool em gel, máscaras e respeitando o distanciamento e o número de clientes nos estabelecimentos”, enfatiza o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia.

O presidente do Sindhobar, Jael Antonio da Silva, informa que está sendo marcada uma reunião com o governador Ibaneis Rocha (MDB). Segundo ele, o objetivo da campanha é o de tentar criar uma sensibilidade, para que o segmento volte com segurança, o mais rápido possível. “Vamos conversar com o governador semana que vem, segunda-feira. Pedir para que se estabeleça, ao menos, uma data, para os empresários fazerem planejamentos, comprar estoque e avisar os colaboradores”, diz. “O empresário está desesperado, se não houver um norte, vamos ter mais 20 mil desempregados nos próximos dias. Sem renda o empreendedor não consegue cumprir com suas obrigações”, ressalta.

Fonte: Daniel Alcântara/ Fecomércio – Foto: divulgação